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Neste sábado, dia 17, às 9h00 na praça localizada em frente ao Praça Shopping (Shopping do calçadão) nos reuniremos em prol da libertação dos animais de rodeio,
no anseio de livrá-los do fim de seu sofrimento e escravidão.

Queremos alertar a população sobre questões éticas envolvendo este evento que, em nossa região, levam todos os anos muitas pessoas aos shows de música apresentados.

A maioria das pessoas que freqüentam os rodeios, não concordam com o uso desses animais nas atividades de montaria. Embora a resistência exista, muitas não deixam de assistir os shows, financiando o abuso desses animais.

No dia do ato, a entidade protetora dos animais – PROAMBI estará presente junto ao Coletivo Deixei Viver, distribuindo panfletos e conversando com a população do local. Gostaríamos que simpatizantes do movimento de proteção animal dessem o apoio necessário e comparecessem no ato.

No silêncio, o abuso, exploração e sofrimento.

Observando de fora o êxtase das pessoas que vão aos rodeios em busca de diversão, é possível acreditar no sistema que diz que nada de mal faz aos animais. No entanto, em meio ao silêncio da tortura, se destampa o calabouço de onde saem os cavalos e bois para um espetáculo de horrores aos olhos daqueles que se preocupam com valores éticos e morais.
Os defensores da tortura dizem que os animais usados nos rodeios são bem tratados, mas ouço dizer que os bichos tratados para corte nas fazendas, também são. Mas e daí, eles serão sangrados vivos até sua morte mesmo. Faz sentido?
Se formos mais atentos aos detalhes, nos indagaremos: como gostaríamos que nos tratássemos? Nos aprisionando num espaço restrito aos caprichos de nossos donos. Donos? Você gostaria de ser propriedade de alguém? Desejamos tanto nossa liberdade, mas porque aceitamos a prisão de outras espécies? Não há fundamento, nada é maior que o direito de cada ser experimentar sua liberdade, inerente a todos nós.
As montarias são regradas sob a tortura e exploração, os requintes de crueldade usados variam bastante.

Os requintes:

Sedém: Espécie de cinta, de crina e pêlo, que se amarra na virilha do animal e que faz com que ele pule. Momentos antes de o brete ser aberto para que o animal entre na arena, o sedém é puxado com força, comprimindo ainda mais a região dos vazios dos animais, provocando muita dor, já que nessa região existem órgãos, como parte dos intestinos, bem como a região do prepúcio, onde se aloja o pênis

Esporas: As esporas são objetos pontiagudos ou não, acoplados às botas dos peões, servindo para golpear o animal (na cabeça, pescoço e baixo-ventre), fazendo, em conjunto com o sedém e outros instrumentos, com que o animal corcoveie de forma intensa. Além disso, quanto maior o número de golpes com as esporas, mais pontos são contados na montaria.

Peiteira: Consiste em outra corda ou faixa de couro amarrada e retesada ao redor do corpo do animal, logo atrás da axila. A forte pressão que este instrumento exerce no animal acaba causando-lhe ferimentos e muita dor também.

Polaco (sinos): Na peitera são colocados sinos, os quais produzem um barulho altamente irritante ao animal, o qual fica ainda mais intenso a cada pulo seu.

Objetos pontiagudos: pregos, pedras, alfinetes e arames em forma de anzol são colocados nos sedenhos ou sob a sela do animal;

Choques elétricos e mecânicos: aplicados nas partes sensíveis do animal antes da entrada à arena;

Terebintina, pimenta e outras substâncias abrasivas: são introduzidas no corpo do animal antes que sejam colocados na arena, para que fiquem enfurecidos e saltem

Golpes e marretadas: na cabeça do animal, seguido de choque elétrico, costumam produzir convulsões no animal e são os métodos mais usados quando o animal já está velho ou cansado, com a finalidade de provocar sua morte.

Descorna: o chifre dos bovídeos, para a realização de determinadas provas, é “aparado” com a utilização de um serrote, sem anestésico, e causando sangramentos e dor aos animais;

Transporte dos animais: os animais são transportados em minúsculos espaços, e para que embarquem ou desembarquem dos caminhões, são obrigados a passarem por rampas, sendo que muitas vezes os animais escorregam e se fraturam neste ato;

Brete: é o local onde ficam confinados os animais antes da prova e onde são preparados para montaria.
Neste momento o animal passa por uma situação enorme de estresse, tendo-se inclusive sérios estudos a respeito, como veremos em item a seguir.

www.odeiorodeio.com

Estes métodos são usados em somente um estilo de montaria, lembrando que há a prova do laço em bezerro entre outras modalidades cruéis.

Nenhuma palavra que eu solte neste texto será mais reveladora que as centenas de vídeos que veiculam na Internet.







E as leis?

“A nossa Constituição Federal, no seu Art. 225, parágrafo 1º, art. VII, impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de “proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade”.  O Decreto Federal nº 24.645/34, que tem força de lei e que vigora até os dias atuais, estabelece medidas de proteção aos animais e, entre numerosos Artigos proibitivos de maus tratos, estabelece: Art. 1º: “Todos os animais existentes no país são tutelados do Estado”. … Art. 2º-parágrafo 3º: “Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das Sociedades protetoras de animais”.

Lei dos Crimes Ambientais (Lei Federal 9.605/98), no seu Art. 32, tipifica como CRIME “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos”

A Declaração Universal dos Direitos dos Animais, publicada em assembléia da UNESCO, em Bruxelas, 1978, no seu Art.10º preconiza: “Nenhum animal deve ser usado para divertimento do homem. A exibição dos animais e os

espetáculos que os utilizam são incompatíveis com a dignidade do animal”.

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Nas cidades de São Paulo, Santo André, Rio de Janeiro entre outras é proibido rodeio no município, sob pena de lei.